Capital Social ou Solidão? Você é quem decide como será o seu futuro

A solidão e o isolamento social são dois fatores que estão se tornando cada vez mais frequentes na população mundial. Segundo dados da AARP (Associação Americana para Aposentados), a solidão afeta 1 em cada 3 pessoas acima dos 45 anos.

Solidão é definida como uma sensação subjetiva de que as relações não satisfazem as nossas expectativas.

Ou seja, podemos estar morando sob o mesmo teto que outra pessoa ou em um ambiente de trabalho cercado de dezenas de outras e mesmo assim nos sentirmos sós. Já o isolamento social refere-se especificamente ao número de contatos que você tem, tanto físico como virtual. À medida que envelhecemos, corremos um risco maior de ficarmos isolados e sós. Diversos fatores são responsáveis: morte de cônjuges e amigos; separação; saída dos filhos para outras cidades; aposentadoria; perda da nossa independência; baixa renda; fazer parte do grupo LGBTQ e até dificuldades tecnológicas como falta de capacidade de entrar nas redes virtuais. Cerca de 1/3 dos norte-americanos acima dos 65 anos não usam a internet. E no Brasil dados de 2015 mostraram que somente 16% dos idosos que participaram do estudo tinham usado a internet nos três meses anteriores.

Tanto a solidão como o isolamento social estão, segundos pesquisas recentes, associados a uma redução da expectativa de vida e aumento do risco de demência. Os estudos demonstram que o impacto na nossa longevidade é similar ao ato de fumar ½ maço ao dia e maior que obesidade. Tal fato tem gerado uma série de medidas de saúde pública de combate à solidão em vários países como nos EUA, Canadá e Reino Unido. E este ano foi criado, neste último, o ministério da solidão. No Brasil os dados ainda são muito incipientes.

O estudo SABE mostrou que 26% das pessoas com mais de 80 anos vivem sós, o que é um forte fator de risco para solidão.

O que podemos fazer para evitar nos tornarmos sozinhos ou isolados?

  • O primeiro passo é cultivar e criar novos laços de amizade. O ideal é que essas amizades sejam diversas em profissões, interesses, idades, sexo e raça. A pluralidade é enriquecedora e tende a nos estimular.
  • Criar e manter contatos com os vizinhos reduz significativamente seu risco de se sentir só.
  • Outro fator importante é estar atento as redes virtuais que nos permitem manter contatos com amigos e familiares, mesmo que a longas distâncias.

Este conjunto de relações que criamos ao longo da nossa vida chamamos de capital social. E juntamente com o capital vital (saúde); financeiro e do aprendizado continuado são considerados fundamentais para o envelhecimento bem-sucedido.

Então na próxima vez que tiver dúvidas se vale a pena conhecer uma nova pessoa ou conviver com os amigos dos seus filhos, ou mesmo engajar-se em uma nova atividade das muitas oferecidas para idosos em São Paulo, pense que você estará aumentando o seu capital social e com isso as possibilidades de um envelhecimento saudável.

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