Estresse e alimentação, são coisas relacionadas?

Estresse e alimentação, são coisas relacionadas?

Nos dias de hoje eu te desafio a me dizer cinco pessoas que você conhece que não estão estressadas! Difícil, não é?

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o estresse é a epidemia do nosso século.

E com ele vem uma série de doenças ou condições de saúde relacionadas:

    • Insônia;
    • Pressão alta;
    • Dores crônicas;
    • Tensão muscular; e
    • Obesidade.

Isso acontece pois a resposta de estresse, que é uma resposta natural do nosso corpo, não tem sido “desligada” com muita frequência. Nosso organismo sabe ligar essa resposta rapidinho quando nos sentimos ameaçados, mas não sabe muito bem como desligá-la, ou seja, como relaxar de fato.

“Fazendo uma analogia, o estresse é como se o nosso corpo ficasse funcionando como um carro em ponto morto quando está sendo acelerado: o motor está trabalhando, o combustível está sendo gasto, mas o carro não tem nenhum movimento”.

Em outras palavras, quando somos afetados cronicamente pelo estresse, nosso corpo gasta muitos nutrientes para manter o organismo funcionando acelerado. Se pararmos para pensar, esses períodos de estresse são aqueles em que menos damos atenção para a alimentação.

Alimentos ricos em açúcar e gordura dão uma falsa sensação de calma

Instintivamente a gente procura comidas ricas em açúcar e gordura, pois estes alimentos reduzem temporariamente o cortisol circulando pelo nosso sangue, o que dá uma falsa sensação de calma, mas rapidamente o cortisol sobe e começamos com um comportamento alimentar compulsivo. Geralmente, estas comidas ricas em açúcar e gordura são pobres em nutrientes e minerais fundamentais para nosso corpo.

Por isso, devemos estar atentos a alimentação, priorizando alimentos naturais, um prato colorido e reduzindo a quantidade de alimentos industrializados. Castanhas também são bem-vindas para reduzir o estresse, assim como os alimentos ricos em Ômega 3.

Algumas vezes só a alimentação não é suficiente para repor os nutriente quando estamos muito depletados. Nesses casos vale uma avaliação de um profissional de saúde sobre a necessidade de suplementos.

 

Autora: Doutora Regina Chamon
(Dra. Sangue Bom)

Médica Hematologista
Pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein
Docente do curso de Facilitadores de Meditação para Saúde na Unifesp
Trainee da Harvard Medical School no programa SMART (Stress Management and Resilience Training)
http://www.reginachamon.com

Este conteúdo não se destina a constituir ou ser um substituto para aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Procure sempre o conselho do seu médico ou de outro profissional de saúde qualificado para esclarecer quaisquer dúvidas que possa ter sobre uma condição médica. Nunca desconsidere o aconselhamento médico profissional ou adie sua busca por algo que você leu neste artigo.

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